Publicado em: **Segunda-Feira, 20/04/2026**
📰 Crise, pressão e lua de mel: o retrato dos técnicos na LPFM
O início de temporada da LPFM tem sido marcado por um cenário instável fora das quatro linhas. Com poucos jogos disputados, a dança das cadeiras entre os treinadores já começou e a pressão cresce em diferentes divisões da liga.
Na Série A, o primeiro a cair foi António Oliveira. Após um início desastroso no comando do Trem de Doido, com três derrotas em três partidas, o treinador não resistiu e foi demitido, deixando a equipe na última colocação. Enquanto isso, no outro extremo da tabela, o São Gabriel F.C vive realidade oposta. Sob o comando de Cesc Fàbregas, o time soma 100% de aproveitamento e lidera a competição, em um ambiente de total confiança entre elenco e torcida.
A Série B também já registrou mudança no banco de reservas. O Cabuloso F.C optou pela demissão de Fabio Ingolitsch após um início abaixo das expectativas. A decisão reforça a pouca tolerância dos clubes neste começo de campeonato. Já o Ás de Ouro, comandado por Luis Fernando Suárez, vive momento de oscilação, mas ganhou fôlego após uma vitória convincente fora de casa, o que garante, ao menos por ora, estabilidade ao treinador.
Na Série C, o cenário é de alerta. O Los Capivaras, dirigido por Ney Franco, atravessa forte crise. Com apenas um ponto em três jogos e vindo de uma goleada por 5 a 1, o treinador enfrenta pressão intensa e tem futuro incerto no cargo. Situação semelhante vive Lúcio Flávio, no Guadalarrara F.C. Ainda sem vencer na competição, o técnico já começa a ser questionado pela torcida e vê sua margem de erro diminuir a cada rodada.
O panorama geral da LPFM revela um início de temporada impaciente e volátil, onde resultados imediatos têm pesado mais do que projetos de longo prazo. Entre demissões, ameaças e trabalhos consolidados, o campeonato também se desenha como uma disputa de resistência fora de campo — e, ao que tudo indica, novas mudanças no comando técnico não devem demorar a acontecer.