Publicado em: **Quarta-Feira, 15/04/2026**
Depois de um início instável na competição, a equipe mostrou evolução clara. O meio-campo passou a funcionar como eixo do time, com João Vieira organizando e acelerando o jogo, enquanto Juan Alano voltou a ser decisivo no último terço. Na frente, Samuel Granada apareceu melhor, participando mais das ações e aproveitando o espaço de um adversário desorganizado.
Os números ajudam a explicar o cenário: cinco gols marcados, volume ofensivo alto e diferentes jogadores chegando na área — algo que não tinha acontecido na estreia. Por outro lado, sofrer dois gols contra um dos times mais frágeis da liga expõe um problema que ainda acompanha o Rua 3: a dificuldade de controlar o ritmo quando o jogo fica aberto.
Na defesa, Mangraviti segue como peça importante, inclusive contribuindo no ataque, mas o sistema como um todo ainda oscila. O time consegue pressionar e machucar, mas ainda não sabe “esfriar” o jogo quando precisa.
Na tabela, o resultado coloca o Rua 3 entre os melhores ataques da competição neste início. No contexto geral da liga — onde clubes com mais investimento ainda buscam regularidade — o desempenho chama atenção. Mas internamente, a leitura é outra: o time evoluiu, sim, mas ainda está em construção.